América

PARABÉNS, COELHO!

América celebra 102 anos de história

Relembre alguns capítulos da história do clube fundado em 30 de abril de 1912

postado em 30/04/2014 08:31 / atualizado em 30/04/2014 12:36

Rafael Arruda /Superesportes

Arquivo/EM

Quarta-feira, dia 30 de abril de 2014. Na presente data, o América celebra 102 anos de história. Após fracassar nos três últimos anos, o Coelho quer brilhar novamente e conquistar um lugar ao sol. O grande objetivo é, sem dúvida, retornar à Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, da qual não faz parte desde 2011. O início parece promissor, já que a equipe comandada por Moacir Júnior conquistou quatro pontos em seis possíveis. Das cadeiras do Estádio Independência, o torcedor deseja que os gritos de “Vamos subir, Coelhôôô!!!” sejam ouvidos pelos atletas da melhor forma possível.

As longínquas décadas de 1910 e 1920 servem de inspiração para a atual equipe. Em 1916, veio o primeiro título do Campeonato Mineiro. Nove troféus seguidos (até 1925) fizeram nascer o “Decacampeão”. No mundo, somente o ABC de Natal, que também ganhou 10 Estaduais de forma consecutiva (entre 1932 e 1941), conseguiu igualar o feito americano. Além disso, despontava, naquela época, o maior artilheiro da história da agremiação. Com 167 gols, Satyro Taboada lidera o ranking dos goleadores alviverdes há quase 80 anos. Segundo o historiador do clube, Carlos Paiva, a conquista de 1925 se deu após várias desistências. “Todos os clubes redigiram um documento declarando o América campeão. A qualidade fez com que outros desistissem. Tanto que não houve vice-campeão em 1925”, explica Paiva.

Depois do decacampeonato, o América veio a conquistar o Estadual em mais cinco oportunidades: 1948, 1957, 1971, 1993 e 2001. O time de 1971, aliás, é tido por muitos americanos como um dos melhores de toda a história. O esquadrão verde e preto era liderado por Jair Bala, considerado o maior jogador que já passou pelo clube. Ao seu lado estavam Juca Show e Pedro Omar, até hoje bem lembrados pela torcida. O resultado dessa sintonia foi o título do Campeonato Mineiro de forma invicta. Em 22 jogos, foram 16 vitórias e seis empates. Com 14 gols, Jair foi o artilheiro. Entre os principais confrontos, destacam-se os dois contra o rival Atlético, que, mais tarde, seria Campeão Brasileiro. A vitória americana aconteceu em ambos: 2 a 1 e 1 a 0.

Durante oito anos seguidos, o América se manteve na elite do Campeonato Brasileiro. Em 1973, por pouco o clube não chegou ao quadrangular final da competição. Terminou na sétima posição, com 15 vitórias, 14 empates e oito derrotas, num total de 37 partidas. No ano de 1980, com a regulamentação de três divisões do futebol brasileiro, o Coelho foi disputar a Taça de Prata, hoje chamada Série B. Nela permaneceu por mais de uma década para, em 1993, voltar à Primeira Divisão. Nessa época, a campanha foi razoável e a equipe ficou à frente de Bragantino, Vasco, Sport, Fluminense, Bahia, Botafogo e Atlético. Contudo, por conta do regulamento, acabou rebaixada à divisão de acesso mais uma vez. Insatisfeita, a diretoria entrou na Justiça Comum contra a CBF e o Alviverde recebeu punição de dois anos sem disputar competições nacionais.

Os títulos de expressão do América

Em 1997, o América dominou a Série B ao garantir 14 vitórias, quatro empates e apenas cinco derrotas. De quebra, contou também com Tupãzinho, artilheiro da competição com 13 gols. Diante de um Estádio Independência com mais de 12 mil pagantes, Celso fez o gol da vitória sobre o Vila Nova de Goiás que deu o título ao Coelho. No ano seguinte, porém, a equipe não conseguiu se firmar na elite nacional e desceu novamente à Segunda Divisão ao empatar com o Palmeiras, em 1 a 1, pela última rodada do Campeonato Brasileiro.

Apesar dos altos e baixos, o fim da década de 1990 foi positivo para o América. Além de ter sido convidado a disputar a Copa João Havelange, em 2000, o time foi campeão da Copa Sul-Minas no mesmo ano após desbancar o rival Cruzeiro na decisão em duas partidas, no Mineirão – vitória em ambas por 2 a 1 e 1 a 0. No caminho até o troféu, o Coelho derrubou adversários como Internacional, Atlético Paranaense e Avaí. Já no Campeonato Nacional, que aconteceu no segundo semestre, veio o batalhado 19º lugar, com sete vitórias, seis empates e 11 derrotas.

Arquivo EM


Sobe e desce nos últimos anos

Em 2001, o América conquistou o Campeonato Mineiro. Parecia o início de uma temporada razoável na Série A. Apenas parecia. O muro alviverde começou a desmoronar com mais um rebaixamento à Segunda Divisão, no mesmo ano. Três anos depois, a agonia aumentou com a queda à Série C e o início das grandes dificuldades financeiras. Por pouco o clube não fechou as portas. Mas o pesadelo maior ainda estava porvir. Até ali, o América jamais havia sido rebaixado ao Módulo II do Campeonato Mineiro. Em 2007, porém, todos os problemas vieram à tona. A queda foi inevitável. Euller, o “Filho do Vento” e ídolo do clube, prometeu ajudar no que fosse preciso. E cumpriu. O retorno à elite foi imediato, logo na época seguinte.


A união passou a ser fundamental na agremiação. Os conselheiros americanos, empresários bem-sucedidos em sua maioria, colocaram à disposição não somente os recursos financeiros, mas também os próprios corações. Em 2009, veio a quinta colocação bem-recebida no Campeonato Mineiro. Ela permitiu que o América disputasse a Série C do mesmo ano, competição na qual a equipe obteve nove vitórias, dois empates e três derrotas. Assim, o Coelho voltou à Série B levantando o troféu de campeão da Terceira Divisão. E desde sua volta à Segundona, o Alviverde se manteve entre os primeiros colocados. O quarto lugar ao término da competição permitiu que os comandados de Mauro Fernandes disputassem a Série A em 2011.

Na elite, a história se mostrava diferente. Eram duríssimos os páreos contra São Paulo, Corinthians, Fluminense e Internacional, além dos conhecidos rivais Cruzeiro e Atlético. Mesmo com apenas oito vitórias em 38 jogos, o América surpreendeu em determinados momentos, batendo os três primeiros colocados: Corinthians, Vasco da Gama e Fluminense. Na tabela, o 19º lugar deixou uma sensação de que poderia ter sido melhor.

Após tentativas frustradas, time tenta voltar à elite


Em 2012, após ser vice-campeão mineiro, o América iniciou ótima sequência na Série B, liderando a nona rodada com sete vitórias, um empate e uma derrota. A equipe fez parte do grupo dos quatro primeiros colocados até a 15ª rodada. Contudo, a saída do técnico Givanildo Oliveira e lesões de atletas importantes atrapalharam o Coelho. No ano de 2013, o time foi muito mal no Campeonato Estadual (oitavo colocado) e terminou a Série B em nono lugar. Nesta temporada, o elenco conta com muitas opções e Moacir Júnior comanda ótimo trabalho. Contudo, somente apresentando os resultados dentro de campo é que o Coelho poderá fazer sorrir sua apaixonada torcida.

Rodrigo Clemente/EM/D.A Press


Títulos oficiais do América (20 troféus)

Nacionais (2 troféus)

Série B do Brasileiro: 1997

Série C do Brasileiro: 2009

Interestaduais (1 troféu)

Copa Sul-Minas: 2000

Estaduais (17 troféus)

Campeonato Mineiro (15 vezes) - 1916, 1917, 1918, 1919, 1920, 1921, 1922, 1923, 1924, 1925, 1948, 1957, 1971, 1993 e 2001

Taça Minas Gerais: 2005

Módulo II do Mineiro: 2008

Maiores Artilheiros do América

1 – Satyro Taboada - 167 gols (1922 a 1935)

2 – Gunga – 109 gols (1955 a 1961)

3 – Petrônio – 106 gols (1948 a 1954)

4 – Harvey – 89 gols (1951 a 1953; 1957 a 1958)

5 – Jair Bala – 78 gols (1964; 1971 a 1972)

6– Palhinha – 77 gols (1987 a 1992; 2000 a 2002)

7 – Ernani Charuto - 76 gols – (1954 a 1959)

8 – Murilinho – 75 gols – (1947 a 1951)

9 – Zuca – 73 gols (1958 a 1961)

10 – Euller – 72 gols (1988 a 1993; 2006 a 2007 e 2009 a 2011)

11 – Fábio Júnior – 72 gols (2010 a 2013)

12 – Samuel – 72 gols (1965 a 1970)

Jogadores que mais atuaram pelo clube

1 – Milagres (goleiro) – 372 jogos

2 – Gaia (zagueiro) – 356 jogos

3 – Tonho (goleiro – 325 jogos

4 – Wellington Paulo (zagueiro) – 307 jogos

5 – Estevam (lateral-direito) – 302 jogos

6 – Taú (volante) – 293 jogos

7 – Colatina (lateral) – 289 jogos

8 – Luís Carlos Marins (zagueiro) – 273 jogos

9 – Irênio (meia) – 273 jogos

10 – Ricardo (zagueiro) – 271 jogos