CRUZEIRO
Com oposição satisfeita, quadro político no Cruzeiro é muito favorável à reeleição de Gilvan
Diante de provável vitória de Gilvan, conselheiros articulam alianças para 2017
postado em 12/09/2014 17:18 / atualizado em 12/09/2014 17:18

Articulador de duas chapas na eleição anterior, o ex-diretor de marketing do clube, Antônio Claret Nametala, descartou “se candidatar por candidatar”. “Tive com o Gilvan há uns dias, conversamos muito. Não vou me candidatar como oposição ao Gilvan. Sempre tivemos um relacionamento muito bom. Reconhecemos o trabalho dele, extremamente positivo, na ponta do Campeonato Brasileiro desde o ano passado. Ser candidato por ser candidato não precisa”, garantiu.
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Mesmo que exista uma chapa para concorrer contra a atual gestão, as chances são quase nulas de que Gilvan perca a presidência. “Quem concorrer contra o Gilvan vai concorrer só para aparecer. O Claret, por exemplo, se quiser, não vai ter 20 votos”, afirmou um conselheiro à reportagem.
A reportagem também apurou que a chapa de Gilvan de Pinho Tavares deverá ter formatação parecida com a que foi eleita há três anos. José Maria Fialho, atual primeiro vice-presidente, não deve seguir. Márcio Rodrigues, atual segundo vice, é o preferido. Ele também almeja a vice-presidência de futebol no futuro.
Os nomes de José Francisco Lemos, atual vice administrativo, José Ramos de Araújo, diretor financeiro, e do secretário-geral Hermínio Lemos são ventilados para herdar a vaga de Márcio Rodrigues. Claret disse que não conversou com Gilvan sobre a possibilidade de integrar a chapa.
Conselheiros já pensam em 2017
Como a conjuntura política atual no Cruzeiro é muito positiva a favor da situação, potenciais candidatos ficarão ao lado de Gilvan. Diante disso, as negociações já têm como foco as eleições de 2017.
Quatro nomes aparecem com força nos bastidores: Alvimar Perrella, ex-presidente do clube; Bruno Vicintin, atual superintendente das categorias de base; e Pedro Lourenço, dono dos Supermercados BH. Márcio Rodrigues é outro que sonha com a presidência em 2017.

Segundo conselheiros, a família Perrella tentará voltar ao clube no fim da ‘era Gilvan’. Alvimar aparece como preferido e chegou a frequentar eventos promovidos pelo clube. Na ala de “renovação política”, Bruno Vicintin lidera a preferência.
Para se eleger, no entanto, Bruno precisará do apoio de Gilvan na mudança do estatuto do Cruzeiro, que permite a candidatura apenas de conselheiros mais antigos. O atual presidente já trabalha para promover essas alterações no documento. Atual superintendente da base, Vicintin segue os passos do senador Zezé Perrella, que também começou no clube ocupando o cargo nas divisões inferiores.
Investidor e responsável por ajudar o Cruzeiro em inúmeros negócios, Pedrinho - como é conhecido o empresário - não tem a mesma força política dentro do clube. Mesmo assim, sonha em ocupar um dia a vaga de presidente. Ele tem ótima relação com Gilvan, mas não se sabe se conseguiria a quantidade necessária de votos para se eleger em 2017.
Da mesma forma, o nome de Márcio Rodrigues, atual segundo vice de Gilvan, não tem tanta força política com os articuladores da situação. Em 2008, ele chegou a formar uma chapa de oposição a Zezé Perrella e perdeu por uma diferença esmagadora de 326 votos. Depois disso, se juntou à situação e conseguiu o cargo na direção. Márcio, no entanto, não teria interesse em concorrer no futuro contra Vicintin e nem vice-versa.
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